Fazer apontamentos é próprio de quem aprende. É o trabalho do aprendiz quando escuta o Mestre e aprende
alguma competência assimilando instruções para executar algo.
É pois de fulcral importância saber fazer apontamentos.
Estes apontamentos de
poesia são isso mesmo. Um exercício de aprendizagem. Um trabalho em bruto
que ainda não foi submetido ao esmeril do aperfeiçoamento.
Poemas sem título. Poemas aparentemente desconectados,
mas cheios de intenções e sentimentos. Cheios de dúvidas, cheios de incertezas
e tecnicamente imperfeitos.
A primeira lição é a da humildade. Só sendo humilde é que o aprendiz
abre os seus sentidos (abre o coração) para escutar em pleno o Mestre que o
ensina das mais variadas formas e feitios, emitindo sinais em canais de
comunicação muitas vezes codificados que veiculam para o ambiente exterior a
informação mais preciosa.
Um simples exclamar: - Toma atenção! Ou – Isto é importante!
– Escuta…
E quem escuta humildemente aprende.
Ora a mudança de paradigma de um sistema de ensino em que se
privilegiava a humildade para um sistema em que se privilegia a dúvida,
favorecendo aqueles que julgam saber mais do que o próprio professor, não
permite em última análise obter resultados de excelência. Permite isso sim, um
progresso mais rápido na evolução do conhecimento científico, pois se uma
coisa temos como certa é que hoje aquilo que se toma como verdadeiro amanhã
pode ser afinal considerado como uma falácia. Este ritmo
alucinante, deixa para trás os que escutam, deixa para trás os humildes,
aqueles que reconhecem no professor a autoridade e o saber que pode resultar em
algo extremamente valioso que é em última instância o processo natural de
aprendizagem. Privilegia-se a interrogação em detrimento da postura humilde.
Mas afinal o
que é mais importante?
Ser humilde? Ou ser
impulsivamente interrogativo?
As duas posturas são importantes. Talvez não seja a questão o
que é mais importante aquilo que importa aqui. Mas tão só uma questão de prioridades…
O problema é que muitas vezes confunde-se falta de respeito
ou comportamento turbulento e desestabilizador com espírito crítico e criativo.
O caos que impera nas escolas é o reflexo, é o produto de décadas e décadas de
desresponsabilização das famílias das suas competências educativas. A escola
neste preciso momento está a socializar os nossos jovens. Mas quem faz a
socialização, quem conduz este processo são os próprios jovens.
Retirando-se a
autoridade ao professor. Retirando-se poder ao professor, desarma-se o Mestre
das ferramentas que o poderiam ajudar a formar o caracter dos alunos.
Afinal é tudo uma questão de VALORES e de VIRTUDES. Esta é
que é a VERDADEIRA questão. Este é que é o «busílis» da questão. Esta é que é a
pergunta que deveremos fazer:
Mas afinal que VALORES e que VIRTUDES
é que os Pais estão a transmitir em casa aos filhos?
A competência primeira na educação das crianças passa pelos
Pais. Mas pais incompetentes; pais extremamente competitivos; pais agressivos;
pais que não têm valores… nunca poderão transmitir a bondade; a compaixão; a
generosidade às suas crianças.
Não se trata
afinal de ter conhecimento e transmitir esse saber (usando do maior ou menor
poder de compra que se têm).
Trata-se afinal de contas de uma
questão de caracter, ou da falta dele…!!...
Voltamos
então ao ponto inicial. Voltamos à questão central desta primeira aula:
A
primeira lição é a da humildade!!
Sendo humildes abrimos o nosso coração ao amor, abrimos o
nosso coração ao saber, abrimos o nosso coração ao próximo. Sendo humildes
aprendemos, e aprendendo poderemos aprender outros valores que nem sabíamos que
existiam (mas que afinal sempre residiram fechados no nosso coração, fechados
dentro de nós). Sendo humildes poderemos desenvolver, poderemos maximizar o
nosso potencial.
E então coloca-se agora a tão polémica questão que tem confundido a humanidade desde o princípio dos tempos:
- Todas as crianças nascem boas?
- Todos os homens nascem bons?
- O que é o bem e o mal? Onde reside a raiz do mal e a raiz do bem?
- Poderá o bem ser aprendido?
- É o mal aprendido?
Se começares
a interrogar-te sobre estas questões, e se tentares encontrar uma resposta… É porque tens coração de FILÓSOFO…
